Balanço dos últimos 12 meses
De onde veio o dinheiro
Arrecadação de ago/25 a jul/26 · valor e fatia do total
Do total de R$ 3,16 tri, R$ 616 bi (19%) foram repassados a estados e municípios.
Com o que foi gasto
Despesa de ago/25 a jul/26 · valor e fatia do total
Fora dessa conta, o governo pagou mais R$ 1,08 tri de juros da dívida de jul/25 a jun/26 (o Tesouro publica os juros um mês depois).
Dados históricos
Quem mais cobrou impostos?
A arrecadação federal medida em % do PIB, a forma mais justa de comparar épocas diferentes: mostra que fatia da economia foi para o governo em cada ano.
Impostos federais em % do PIB
Tributos da Receita Federal mais a contribuição ao INSS, 1997 a 2025
Ver os números em tabela
| Ano | Carga federal |
|---|---|
| 2025 | 20,2% do PIB |
| 2024 | 19,8% do PIB |
| 2023 | 18,6% do PIB |
| 2022 | 19,1% do PIB |
| 2021 | 18,4% do PIB |
| 2020 | 17,1% do PIB |
| 2019 | 18,4% do PIB |
| 2018 | 18,5% do PIB |
| 2017 | 18,4% do PIB |
| 2016 | 18,8% do PIB |
| 2015 | 18,6% do PIB |
| 2014 | 18,6% do PIB |
| 2013 | 19,3% do PIB |
| 2012 | 19,2% do PIB |
| 2011 | 20,0% do PIB |
| 2010 | 19,1% do PIB |
| 2009 | 19,1% do PIB |
| 2008 | 20,2% do PIB |
| 2007 | 20,5% do PIB |
| 2006 | 20,0% do PIB |
| 2005 | 20,3% do PIB |
| 2004 | 19,4% do PIB |
| 2003 | 18,8% do PIB |
| 2002 | 19,5% do PIB |
| 2001 | 18,4% do PIB |
| 2000 | 17,7% do PIB |
| 1999 | 16,9% do PIB |
| 1998 | 15,8% do PIB |
| 1997 | 15,3% do PIB |
A cada 100 reais produzidos no país em 2025, cerca de 20 foram para o governo federal em impostos e contribuições. Estados e municípios cobram outros (ICMS, ISS, IPVA, IPTU), que não entram nesta conta.
Mandato a mandato
Quanto a arrecadação federal mudou, em pontos percentuais do PIB, entre o ano anterior à posse e o último ano de cada governo. Maior alta: FHC (+4,2 p.p.). Maior queda: Dilma (−0,5 p.p.).
Importante: a arrecadação não muda só por decisão do governo. Em anos de economia forte, lucro alto das empresas e preço alto do petróleo, ela sobe mesmo sem novos impostos; em recessões, cai mesmo sem cortes. Cada ano conta para o presidente que governou a maior parte dele (2016 fica com Temer). FHC aparece a partir de 1997, início da série.
Imposto por imposto
% do PIB arrecadado em cada ano
Ver os números em tabela
| Data | Imposto de Renda |
|---|---|
| 2025 | 6,81% do PIB |
| 2024 | 6,67% do PIB |
| 2023 | 6,36% do PIB |
| 2022 | 6,62% do PIB |
| 2021 | 5,75% do PIB |
| 2020 | 5,05% do PIB |
| 2019 | 5,39% do PIB |
| 2018 | 5,18% do PIB |
| 2017 | 5,16% do PIB |
| 2016 | 5,44% do PIB |
| 2015 | 5,01% do PIB |
| 2014 | 4,94% do PIB |
| 2013 | 5,11% do PIB |
| 2012 | 5,12% do PIB |
| 2011 | 5,39% do PIB |
| 2010 | 5,01% do PIB |
| 2009 | 5,36% do PIB |
| 2008 | 5,76% do PIB |
| 2007 | 5,44% do PIB |
| 2006 | 5,22% do PIB |
| 2005 | 5,31% do PIB |
| 2004 | 4,71% do PIB |
| 2003 | 4,87% do PIB |
| 2002 | 5,31% do PIB |
| 2001 | 4,56% do PIB |
| 2000 | 4,27% do PIB |
| 1999 | 4,37% do PIB |
| 1998 | 4,28% do PIB |
| 1997 | 3,57% do PIB |
O que mudou nos impostos
- 1997
Começa a CPMFA contribuição sobre movimentação bancária passa a ser cobrada, com alíquota de 0,20%.
- 1999
CPMF sobe para 0,38%A CPMF é prorrogada por emenda constitucional e a alíquota quase dobra.
- 2001
Criada a CIDE-CombustíveisNova contribuição sobre gasolina e diesel, usada desde então para ajustar o preço dos combustíveis.
- 2002
PIS muda de regraO PIS passa a ser não cumulativo para empresas maiores, com alíquota de 1,65%.
- 2003
Cofins muda de regraA Cofins passa a ser não cumulativa para empresas maiores, e a alíquota sobe de 3% para 7,6%.
- 2007
Fim da CPMFO Senado rejeita a prorrogação pedida pelo governo e a CPMF deixa de ser cobrada em janeiro de 2008.
- 2011
Desoneração da folhaEmpresas de alguns setores trocam a contribuição de 20% ao INSS sobre os salários por um percentual do faturamento.
- 2017
PIS/Cofins sobe nos combustíveisDecreto aumenta as alíquotas sobre gasolina, diesel e etanol para reforçar a arrecadação.
- 2022
Corte do IPI e combustíveisO IPI é reduzido em até 35% para a maioria dos produtos, e PIS/Cofins sobre combustíveis são zerados.
- 2023
Reforma tributária do consumoA Emenda Constitucional 132 aprova a troca de PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS por CBS, IBS e Imposto Seletivo, com transição de 2026 a 2033. No mesmo ano, PIS/Cofins voltam a ser cobrados nos combustíveis.
- 2025
Isenção do IR até R$ 5 milA Lei 15.270 isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês a partir de 2026 e cria uma cobrança mínima para rendas acima de R$ 600 mil por ano.
Principais criações, extinções e mudanças de alíquota de tributos federais. Não é uma lista completa.