Contas do governo↕ Depende do contexto
Arrecadação
Todo o dinheiro que entra no caixa do governo federal: impostos, contribuições para o INSS, royalties do petróleo, dividendos de estatais e outras receitas.
- ↑ Quando sobe
- O governo tem mais dinheiro para pagar as contas. Pode acontecer porque a economia cresceu (mais gente empregada e empresas lucrando) ou porque os impostos aumentaram.
- ↓ Quando cai
- Sobra menos dinheiro para serviços e benefícios. Costuma acontecer em crises ou quando impostos são reduzidos.
Contas do governo↕ Depende do contexto
Receita líquida
O que fica com o governo federal depois de repassar a estados e municípios a parte que a Constituição manda dividir. É esse dinheiro que paga as despesas federais.
- ↑ Quando sobe
- Mais folga para o governo federal pagar suas despesas sem pegar dinheiro emprestado.
- ↓ Quando cai
- O governo precisa cortar gastos ou se endividar para manter os mesmos serviços.
Contas do governo↕ Depende do contexto
Repasses a estados e municípios
Parte do Imposto de Renda e do IPI que vai obrigatoriamente para os fundos de participação de estados (FPE) e municípios (FPM). Para muitas cidades pequenas, é a principal fonte de dinheiro.
- ↑ Quando sobe
- Prefeituras e estados recebem mais para saúde, educação e obras locais.
- ↓ Quando cai
- Prefeituras e estados ficam com menos dinheiro, principalmente as que dependem muito desse repasse.
Contas do governo↕ Depende do contexto
Despesa (gasto primário)
Tudo o que o governo federal gasta, exceto os juros da dívida: aposentadorias, salários, programas sociais, saúde, educação, obras e manutenção da máquina pública.
- ↑ Quando sobe
- Mais dinheiro em serviços, benefícios e investimentos. Mas, se cresce mais rápido que a arrecadação, aumenta o déficit e a dívida.
- ↓ Quando cai
- Ajuda a equilibrar as contas, mas pode significar menos serviços, benefícios ou investimentos.
Contas do governo↕ Depende do contexto
Gastos obrigatórios e discricionários
Obrigatórios são os que a lei manda pagar, como aposentadorias, salários e BPC. Discricionários são os que o governo escolhe onde aplicar, como obras, bolsas de pesquisa e custeio de órgãos.
- ↑ Quando sobe
- Quando a parte obrigatória cresce, sobra menos espaço para o governo investir ou criar algo novo, porque esse gasto não pode ser cortado facilmente.
- ↓ Quando cai
- Uma fatia obrigatória menor dá mais liberdade para escolher onde gastar.
Contas do governo↑ Em geral, melhor quando sobe
Resultado primário
A receita líquida menos a despesa, sem contar os juros da dívida. Positivo é superávit (sobrou dinheiro); negativo é déficit (faltou).
- ↑ Quando sobe
- O governo depende menos de empréstimos, consegue pagar parte da dívida e transmite mais confiança, o que tende a baixar os juros.
- ↓ Quando cai
- Se fica negativo, o governo precisa pegar dinheiro emprestado e a dívida pública cresce. Em crises graves, como a pandemia de 2020, déficits grandes podem ser necessários.
Contas do governo↑ Em geral, melhor quando sobe
Resultado nominal
O resultado primário somado aos juros pagos sobre a dívida. É a conta completa: mostra quanto o governo precisou pegar emprestado no período.
- ↑ Quando sobe
- Menos necessidade de novos empréstimos e uma dívida que cresce mais devagar.
- ↓ Quando cai
- A dívida pública aumenta mais rápido.
Contas do governo↓ Em geral, melhor quando cai
Juros da dívida
O que o governo paga a quem emprestou dinheiro a ele: bancos, fundos, investidores e pessoas que compram títulos como os do Tesouro Direto.
- ↑ Quando sobe
- Mais dinheiro público vai para pagar juros em vez de serviços. Sobe quando a Selic sobe ou a dívida cresce.
- ↓ Quando cai
- Sobra mais espaço no orçamento e a dívida cresce mais devagar.
Contas do governo↓ Em geral, melhor quando cai
Dívida pública
Tudo o que o governo deve. Cresce quando ele gasta mais do que arrecada (déficit) e com os juros sobre o que já deve.
- ↑ Quando sobe
- O governo paga mais juros e investidores passam a cobrar taxas maiores para emprestar, o que encarece o crédito para todos.
- ↓ Quando cai
- Juros menores, mais confiança e mais espaço para enfrentar uma crise futura.
O mais importante é a dívida em relação ao tamanho da economia (% do PIB), não o valor em reais.
Contas do governo↑ Em geral, melhor quando sobe
PIB
Produto Interno Bruto: o valor de tudo o que o país produz em um ano. É a medida do tamanho da economia.
- ↑ Quando sobe
- A economia cresce: mais empregos, mais renda e, em geral, mais arrecadação.
- ↓ Quando cai
- Recessão: desemprego tende a subir e a renda das famílias cai.
Contas do governo↕ Depende do contexto
% do PIB
Uma forma de comparar valores entre anos diferentes dividindo pelo tamanho da economia. Dizer que um imposto arrecada 7% do PIB significa que ele leva 7 de cada 100 reais produzidos no país.
- ↑ Quando sobe
- Aquele item pesa mais na economia do que antes.
- ↓ Quando cai
- Aquele item pesa menos na economia do que antes.
Contas do governoi Para entender
Valores de hoje (corrigidos)
R$ 100 de 2005 não compram o mesmo que R$ 100 hoje. Por isso o site multiplica cada valor antigo pela inflação acumulada até o mês mais recente, para comparar coisas comparáveis. Use “Da época” para ver os valores originais.
Gastos e programas↕ Depende do contexto
Previdência (INSS)
Aposentadorias, pensões e auxílios pagos pelo INSS a quem trabalhou no setor privado. É o maior gasto do governo federal.
- ↑ Quando sobe
- Normalmente porque há mais aposentados (a população está envelhecendo) e porque os benefícios acompanham o salário mínimo. Garante renda a milhões de idosos, mas ocupa uma fatia cada vez maior do orçamento.
- ↓ Quando cai
- Abre espaço no orçamento, mas pode significar regras mais duras para se aposentar.
Gastos e programas↕ Depende do contexto
Servidores (pessoal)
Salários, aposentadorias e pensões de servidores federais dos três Poderes, civis e militares, como professores de universidades federais, policiais federais, médicos de hospitais federais e juízes.
- ↑ Quando sobe
- Pode ser reajuste salarial ou mais contratações. Melhora serviços se houver falta de pessoal, mas pesa no orçamento.
- ↓ Quando cai
- Alivia as contas, mas pode faltar gente para atender a população.
Gastos e programas↕ Depende do contexto
Bolsa Família
Transferência de renda para famílias pobres, com exigências como manter os filhos na escola e a vacinação em dia. Entre 2021 e 2022 se chamou Auxílio Brasil.
- ↑ Quando sobe
- Mais famílias atendidas ou valores maiores: reduz pobreza e fome, mas aumenta o gasto público.
- ↓ Quando cai
- Pode ser porque menos famílias precisam (melhora do emprego) ou porque o programa foi reduzido.
Gastos e programas↕ Depende do contexto
BPC
Benefício de Prestação Continuada: um salário mínimo por mês para idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência de famílias muito pobres, mesmo que nunca tenham contribuído para o INSS.
- ↑ Quando sobe
- Mais pessoas atendidas ou aumento do salário mínimo. Protege quem não tem outra renda, mas é um gasto obrigatório que cresce.
- ↓ Quando cai
- Alivia o orçamento, mas pode deixar pessoas vulneráveis sem proteção.
Gastos e programas↕ Depende do contexto
Abono salarial e seguro-desemprego
O seguro-desemprego paga parcelas a quem foi demitido sem justa causa. O abono salarial paga até um salário mínimo por ano a trabalhadores formais de baixa renda.
- ↑ Quando sobe
- Pode indicar mais demissões ou salário mínimo maior.
- ↓ Quando cai
- Pode indicar mercado de trabalho mais forte ou regras mais restritas.
Impostos↕ Depende do contexto
Carga tributária
Quanto do que o país produz vai para o governo na forma de impostos e contribuições, medido em % do PIB. Neste site, só a parte federal; ICMS, ISS e IPVA são de estados e municípios.
- ↑ Quando sobe
- O governo tem mais recursos para serviços, mas famílias e empresas ficam com menos dinheiro para consumir e investir.
- ↓ Quando cai
- Sobra mais renda para famílias e empresas, mas o governo precisa cortar gastos ou se endividar se a despesa não cair junto.
Ela também sobe e desce sozinha com a economia: em anos de lucro alto e emprego forte, arrecada-se mais mesmo sem aumentar imposto.
Impostos↕ Depende do contexto
Imposto de Renda (IR)
Cobrado sobre salários, lucros das empresas e rendimentos de aplicações. É o imposto federal que mais arrecada. Quem ganha mais paga uma porcentagem maior.
- ↑ Quando sobe
- Pode ser economia e salários em alta ou regras mais duras. Mais dinheiro para o governo, menos no bolso de quem paga.
- ↓ Quando cai
- Mais dinheiro no bolso de quem paga, menos arrecadação.
Impostos↕ Depende do contexto
Contribuição ao INSS
Descontada do salário dos trabalhadores com carteira assinada e paga também pelas empresas sobre a folha de pagamento. Financia as aposentadorias do INSS.
- ↑ Quando sobe
- Normalmente porque há mais empregos formais e salários maiores.
- ↓ Quando cai
- Pode indicar desemprego, mais informalidade ou desoneração da folha.
Impostos↕ Depende do contexto
Cofins e PIS/Pasep
Contribuições cobradas sobre o faturamento das empresas. Entram no preço de quase tudo o que você compra. Com a reforma tributária, serão substituídas pela CBS.
- ↑ Quando sobe
- Produtos e serviços tendem a ficar mais caros.
- ↓ Quando cai
- Pode baratear produtos, mas o governo arrecada menos.
Impostos↕ Depende do contexto
CSLL
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido: cobrada sobre o lucro das empresas, junto com o Imposto de Renda de pessoa jurídica.
- ↑ Quando sobe
- Normalmente porque as empresas lucraram mais, ou porque a alíquota subiu para algum setor (como bancos).
- ↓ Quando cai
- Lucros menores ou alíquotas reduzidas.
Impostos↕ Depende do contexto
IPI
Imposto sobre Produtos Industrializados: cobrado de carros, eletrodomésticos, bebidas, cigarros e outros produtos fabricados.
- ↑ Quando sobe
- Produtos industrializados ficam mais caros.
- ↓ Quando cai
- Barateia esses produtos e pode estimular a indústria, mas reduz a arrecadação e o repasse a estados e municípios.
Impostos↕ Depende do contexto
IOF
Imposto sobre Operações Financeiras: cobrado em empréstimos, cartão de crédito no exterior, câmbio, seguros e alguns investimentos.
- ↑ Quando sobe
- Crédito e compras internacionais ficam mais caros.
- ↓ Quando cai
- Crédito e operações financeiras ficam mais baratos.
Impostos↕ Depende do contexto
Imposto de Importação
Cobrado sobre produtos que entram no país vindos do exterior.
- ↑ Quando sobe
- Produtos importados ficam mais caros, o que protege fabricantes nacionais mas encarece para o consumidor.
- ↓ Quando cai
- Importados ficam mais baratos e há mais concorrência.
Impostosi Para entender
CPMF
Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira: cobrava um percentual de quase toda movimentação bancária. Existiu de 1997 a 2007 e foi extinta quando o Senado rejeitou sua prorrogação.
Impostos↕ Depende do contexto
CIDE-Combustíveis
Contribuição cobrada sobre gasolina e diesel, criada em 2001. O governo muda o valor para segurar ou liberar o preço dos combustíveis.
- ↑ Quando sobe
- Combustível mais caro na bomba.
- ↓ Quando cai
- Combustível mais barato, mas menos arrecadação, inclusive para obras de transporte.
Juros e inflação↓ Em geral, melhor quando cai
Inflação
O aumento geral dos preços. Com inflação alta, o mesmo dinheiro compra menos coisas a cada mês.
- ↑ Quando sobe
- Seu salário compra menos, principalmente para quem é mais pobre e não tem como proteger o dinheiro.
- ↓ Quando cai
- O poder de compra fica mais estável. Mas preços caindo de forma generalizada (deflação) também é ruim, porque costuma vir com economia parada.
A meta oficial do Brasil é 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.
Juros e inflação↓ Em geral, melhor quando cai
IPCA
Índice de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo IBGE: a medida oficial da inflação no Brasil. Acompanha os preços de alimentos, aluguel, transporte, saúde e outros gastos das famílias.
- ↑ Quando sobe
- A inflação está aumentando.
- ↓ Quando cai
- A inflação está diminuindo.
Juros e inflação↓ Em geral, melhor quando cai
Inflação em 12 meses
Quanto os preços subiram somando os últimos 12 meses. É o número usado para comparar com a meta de inflação.
- ↑ Quando sobe
- Os preços estão subindo mais rápido do que antes.
- ↓ Quando cai
- Os preços estão subindo mais devagar.
Juros e inflação↕ Depende do contexto
Selic
A taxa básica de juros da economia, definida pelo Banco Central. Serve de referência para todos os outros juros: do financiamento da casa ao rendimento da poupança e do Tesouro Direto.
- ↑ Quando sobe
- Crédito e financiamentos ficam mais caros, a economia desacelera e a inflação tende a cair. Quem tem dinheiro aplicado em renda fixa ganha mais. A dívida pública fica mais cara.
- ↓ Quando cai
- Crédito mais barato, mais consumo e investimento. Mas, se cair rápido demais, pode alimentar a inflação.
Juros e inflaçãoi Para entender
Copom
Comitê de Política Monetária do Banco Central. Se reúne a cada 45 dias para decidir a Selic, com o objetivo de manter a inflação na meta.
Juros e inflação↕ Depende do contexto
Juro real
O juro descontada a inflação: quanto o dinheiro realmente rende ou custa. Se a Selic é 14% e a inflação 5%, o juro real fica em torno de 9%.
- ↑ Quando sobe
- Bom para quem poupa, ruim para quem pega empréstimo. Segura a inflação, mas trava investimentos e encarece a dívida pública.
- ↓ Quando cai
- Crédito mais barato e economia mais aquecida. Se fica negativo, quem poupa perde poder de compra.
Juros e inflaçãoi Para entender
Relatório Focus
Pesquisa semanal do Banco Central com mais de cem bancos e consultorias sobre o que eles esperam para inflação, juros, câmbio e crescimento.