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Os Fatos

Balanço dos últimos 12 meses

Governo Lulaago/25 a jul/26
Arrecadou e ficou com
R$ 2,54 tri
de R$ 3,16 tri arrecadados; o resto foi para estados e municípios
Gastou
R$ 2,62 tri
Em um ano, o gasto variou +5,9% e a receita +4,5%, já descontada a inflação
Faltou (déficit)
R$ 71,9 bi
antes de pagar os juros da dívida
Dívida pública
82,9% do PIB
R$ 11,05 tri em ago/26; um ano antes era 77,3%
Pagou de juros
R$ 1,08 tri
43% do que ficou de arrecadação (jul/25 a jun/26; os juros saem um mês depois)

De onde veio o dinheiro

Arrecadação de ago/25 a jul/26 · valor e fatia do total

Imposto de Renda
R$ 936 bi29,6%
Contribuição ao INSS
R$ 773 bi24,5%
Cofins
R$ 425 bi13,4%
Royalties, dividendos e outras
R$ 346 bi10,9%
CSLL (lucro das empresas)
R$ 197 bi6,2%
PIS/Pasep
R$ 109 bi3,5%
IOF
R$ 104 bi3,3%
Imposto de Importação
R$ 101 bi3,2%
IPI (indústria)
R$ 97,8 bi3,1%
Outros tributos federais
R$ 71,4 bi2,3%

Do total de R$ 3,16 tri, R$ 616 bi (19%) foram repassados a estados e municípios.

Com o que foi gasto

Despesa de ago/25 a jul/26 · valor e fatia do total

Aposentadorias e pensões (INSS)
R$ 1,11 tri42,4%
Servidores ativos e aposentados
R$ 440 bi16,8%
Saúde
R$ 265 bi10,1%
Bolsa Família
R$ 158 bi6%
BPC (idosos e pessoas com deficiência)
R$ 138 bi5,3%
Abono e seguro-desemprego
R$ 93,4 bi3,6%
Educação
R$ 55,2 bi2,1%
Custeio do Legislativo e Judiciário
R$ 21,5 bi0,8%
Todo o resto
R$ 335 bi12,8%

Fora dessa conta, o governo pagou mais R$ 1,08 tri de juros da dívida de jul/25 a jun/26 (o Tesouro publica os juros um mês depois).

Dados históricos

Entenda os termos

O que significa cada palavra e taxa que aparece no site, e se é bom ou ruim quando ela sobe ou cai. Em economia quase tudo depende do contexto; aqui está o efeito mais comum.

Contas do governo Depende do contexto

Arrecadação

Todo o dinheiro que entra no caixa do governo federal: impostos, contribuições para o INSS, royalties do petróleo, dividendos de estatais e outras receitas.

↑ Quando sobe
O governo tem mais dinheiro para pagar as contas. Pode acontecer porque a economia cresceu (mais gente empregada e empresas lucrando) ou porque os impostos aumentaram.
↓ Quando cai
Sobra menos dinheiro para serviços e benefícios. Costuma acontecer em crises ou quando impostos são reduzidos.
Contas do governo Depende do contexto

Receita líquida

O que fica com o governo federal depois de repassar a estados e municípios a parte que a Constituição manda dividir. É esse dinheiro que paga as despesas federais.

↑ Quando sobe
Mais folga para o governo federal pagar suas despesas sem pegar dinheiro emprestado.
↓ Quando cai
O governo precisa cortar gastos ou se endividar para manter os mesmos serviços.
Contas do governo Depende do contexto

Repasses a estados e municípios

Parte do Imposto de Renda e do IPI que vai obrigatoriamente para os fundos de participação de estados (FPE) e municípios (FPM). Para muitas cidades pequenas, é a principal fonte de dinheiro.

↑ Quando sobe
Prefeituras e estados recebem mais para saúde, educação e obras locais.
↓ Quando cai
Prefeituras e estados ficam com menos dinheiro, principalmente as que dependem muito desse repasse.
Contas do governo Depende do contexto

Despesa (gasto primário)

Tudo o que o governo federal gasta, exceto os juros da dívida: aposentadorias, salários, programas sociais, saúde, educação, obras e manutenção da máquina pública.

↑ Quando sobe
Mais dinheiro em serviços, benefícios e investimentos. Mas, se cresce mais rápido que a arrecadação, aumenta o déficit e a dívida.
↓ Quando cai
Ajuda a equilibrar as contas, mas pode significar menos serviços, benefícios ou investimentos.
Contas do governo Depende do contexto

Gastos obrigatórios e discricionários

Obrigatórios são os que a lei manda pagar, como aposentadorias, salários e BPC. Discricionários são os que o governo escolhe onde aplicar, como obras, bolsas de pesquisa e custeio de órgãos.

↑ Quando sobe
Quando a parte obrigatória cresce, sobra menos espaço para o governo investir ou criar algo novo, porque esse gasto não pode ser cortado facilmente.
↓ Quando cai
Uma fatia obrigatória menor dá mais liberdade para escolher onde gastar.
Contas do governo Em geral, melhor quando sobe

Resultado primário

A receita líquida menos a despesa, sem contar os juros da dívida. Positivo é superávit (sobrou dinheiro); negativo é déficit (faltou).

↑ Quando sobe
O governo depende menos de empréstimos, consegue pagar parte da dívida e transmite mais confiança, o que tende a baixar os juros.
↓ Quando cai
Se fica negativo, o governo precisa pegar dinheiro emprestado e a dívida pública cresce. Em crises graves, como a pandemia de 2020, déficits grandes podem ser necessários.
Contas do governo Em geral, melhor quando sobe

Resultado nominal

O resultado primário somado aos juros pagos sobre a dívida. É a conta completa: mostra quanto o governo precisou pegar emprestado no período.

↑ Quando sobe
Menos necessidade de novos empréstimos e uma dívida que cresce mais devagar.
↓ Quando cai
A dívida pública aumenta mais rápido.
Contas do governo Em geral, melhor quando cai

Juros da dívida

O que o governo paga a quem emprestou dinheiro a ele: bancos, fundos, investidores e pessoas que compram títulos como os do Tesouro Direto.

↑ Quando sobe
Mais dinheiro público vai para pagar juros em vez de serviços. Sobe quando a Selic sobe ou a dívida cresce.
↓ Quando cai
Sobra mais espaço no orçamento e a dívida cresce mais devagar.
Contas do governo Em geral, melhor quando cai

Dívida pública

Tudo o que o governo deve. Cresce quando ele gasta mais do que arrecada (déficit) e com os juros sobre o que já deve.

↑ Quando sobe
O governo paga mais juros e investidores passam a cobrar taxas maiores para emprestar, o que encarece o crédito para todos.
↓ Quando cai
Juros menores, mais confiança e mais espaço para enfrentar uma crise futura.

O mais importante é a dívida em relação ao tamanho da economia (% do PIB), não o valor em reais.

Contas do governo Em geral, melhor quando sobe

PIB

Produto Interno Bruto: o valor de tudo o que o país produz em um ano. É a medida do tamanho da economia.

↑ Quando sobe
A economia cresce: mais empregos, mais renda e, em geral, mais arrecadação.
↓ Quando cai
Recessão: desemprego tende a subir e a renda das famílias cai.
Contas do governo Depende do contexto

% do PIB

Uma forma de comparar valores entre anos diferentes dividindo pelo tamanho da economia. Dizer que um imposto arrecada 7% do PIB significa que ele leva 7 de cada 100 reais produzidos no país.

↑ Quando sobe
Aquele item pesa mais na economia do que antes.
↓ Quando cai
Aquele item pesa menos na economia do que antes.
Contas do governo Para entender

Valores de hoje (corrigidos)

R$ 100 de 2005 não compram o mesmo que R$ 100 hoje. Por isso o site multiplica cada valor antigo pela inflação acumulada até o mês mais recente, para comparar coisas comparáveis. Use “Da época” para ver os valores originais.

Gastos e programas Depende do contexto

Previdência (INSS)

Aposentadorias, pensões e auxílios pagos pelo INSS a quem trabalhou no setor privado. É o maior gasto do governo federal.

↑ Quando sobe
Normalmente porque há mais aposentados (a população está envelhecendo) e porque os benefícios acompanham o salário mínimo. Garante renda a milhões de idosos, mas ocupa uma fatia cada vez maior do orçamento.
↓ Quando cai
Abre espaço no orçamento, mas pode significar regras mais duras para se aposentar.
Gastos e programas Depende do contexto

Servidores (pessoal)

Salários, aposentadorias e pensões de servidores federais dos três Poderes, civis e militares, como professores de universidades federais, policiais federais, médicos de hospitais federais e juízes.

↑ Quando sobe
Pode ser reajuste salarial ou mais contratações. Melhora serviços se houver falta de pessoal, mas pesa no orçamento.
↓ Quando cai
Alivia as contas, mas pode faltar gente para atender a população.
Gastos e programas Depende do contexto

Bolsa Família

Transferência de renda para famílias pobres, com exigências como manter os filhos na escola e a vacinação em dia. Entre 2021 e 2022 se chamou Auxílio Brasil.

↑ Quando sobe
Mais famílias atendidas ou valores maiores: reduz pobreza e fome, mas aumenta o gasto público.
↓ Quando cai
Pode ser porque menos famílias precisam (melhora do emprego) ou porque o programa foi reduzido.
Gastos e programas Depende do contexto

BPC

Benefício de Prestação Continuada: um salário mínimo por mês para idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência de famílias muito pobres, mesmo que nunca tenham contribuído para o INSS.

↑ Quando sobe
Mais pessoas atendidas ou aumento do salário mínimo. Protege quem não tem outra renda, mas é um gasto obrigatório que cresce.
↓ Quando cai
Alivia o orçamento, mas pode deixar pessoas vulneráveis sem proteção.
Gastos e programas Depende do contexto

Abono salarial e seguro-desemprego

O seguro-desemprego paga parcelas a quem foi demitido sem justa causa. O abono salarial paga até um salário mínimo por ano a trabalhadores formais de baixa renda.

↑ Quando sobe
Pode indicar mais demissões ou salário mínimo maior.
↓ Quando cai
Pode indicar mercado de trabalho mais forte ou regras mais restritas.
Impostos Depende do contexto

Carga tributária

Quanto do que o país produz vai para o governo na forma de impostos e contribuições, medido em % do PIB. Neste site, só a parte federal; ICMS, ISS e IPVA são de estados e municípios.

↑ Quando sobe
O governo tem mais recursos para serviços, mas famílias e empresas ficam com menos dinheiro para consumir e investir.
↓ Quando cai
Sobra mais renda para famílias e empresas, mas o governo precisa cortar gastos ou se endividar se a despesa não cair junto.

Ela também sobe e desce sozinha com a economia: em anos de lucro alto e emprego forte, arrecada-se mais mesmo sem aumentar imposto.

Impostos Depende do contexto

Imposto de Renda (IR)

Cobrado sobre salários, lucros das empresas e rendimentos de aplicações. É o imposto federal que mais arrecada. Quem ganha mais paga uma porcentagem maior.

↑ Quando sobe
Pode ser economia e salários em alta ou regras mais duras. Mais dinheiro para o governo, menos no bolso de quem paga.
↓ Quando cai
Mais dinheiro no bolso de quem paga, menos arrecadação.
Impostos Depende do contexto

Contribuição ao INSS

Descontada do salário dos trabalhadores com carteira assinada e paga também pelas empresas sobre a folha de pagamento. Financia as aposentadorias do INSS.

↑ Quando sobe
Normalmente porque há mais empregos formais e salários maiores.
↓ Quando cai
Pode indicar desemprego, mais informalidade ou desoneração da folha.
Impostos Depende do contexto

Cofins e PIS/Pasep

Contribuições cobradas sobre o faturamento das empresas. Entram no preço de quase tudo o que você compra. Com a reforma tributária, serão substituídas pela CBS.

↑ Quando sobe
Produtos e serviços tendem a ficar mais caros.
↓ Quando cai
Pode baratear produtos, mas o governo arrecada menos.
Impostos Depende do contexto

CSLL

Contribuição Social sobre o Lucro Líquido: cobrada sobre o lucro das empresas, junto com o Imposto de Renda de pessoa jurídica.

↑ Quando sobe
Normalmente porque as empresas lucraram mais, ou porque a alíquota subiu para algum setor (como bancos).
↓ Quando cai
Lucros menores ou alíquotas reduzidas.
Impostos Depende do contexto

IPI

Imposto sobre Produtos Industrializados: cobrado de carros, eletrodomésticos, bebidas, cigarros e outros produtos fabricados.

↑ Quando sobe
Produtos industrializados ficam mais caros.
↓ Quando cai
Barateia esses produtos e pode estimular a indústria, mas reduz a arrecadação e o repasse a estados e municípios.
Impostos Depende do contexto

IOF

Imposto sobre Operações Financeiras: cobrado em empréstimos, cartão de crédito no exterior, câmbio, seguros e alguns investimentos.

↑ Quando sobe
Crédito e compras internacionais ficam mais caros.
↓ Quando cai
Crédito e operações financeiras ficam mais baratos.
Impostos Depende do contexto

Imposto de Importação

Cobrado sobre produtos que entram no país vindos do exterior.

↑ Quando sobe
Produtos importados ficam mais caros, o que protege fabricantes nacionais mas encarece para o consumidor.
↓ Quando cai
Importados ficam mais baratos e há mais concorrência.
Impostos Para entender

CPMF

Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira: cobrava um percentual de quase toda movimentação bancária. Existiu de 1997 a 2007 e foi extinta quando o Senado rejeitou sua prorrogação.

Impostos Depende do contexto

CIDE-Combustíveis

Contribuição cobrada sobre gasolina e diesel, criada em 2001. O governo muda o valor para segurar ou liberar o preço dos combustíveis.

↑ Quando sobe
Combustível mais caro na bomba.
↓ Quando cai
Combustível mais barato, mas menos arrecadação, inclusive para obras de transporte.
Juros e inflação Em geral, melhor quando cai

Inflação

O aumento geral dos preços. Com inflação alta, o mesmo dinheiro compra menos coisas a cada mês.

↑ Quando sobe
Seu salário compra menos, principalmente para quem é mais pobre e não tem como proteger o dinheiro.
↓ Quando cai
O poder de compra fica mais estável. Mas preços caindo de forma generalizada (deflação) também é ruim, porque costuma vir com economia parada.

A meta oficial do Brasil é 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.

Juros e inflação Em geral, melhor quando cai

IPCA

Índice de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo IBGE: a medida oficial da inflação no Brasil. Acompanha os preços de alimentos, aluguel, transporte, saúde e outros gastos das famílias.

↑ Quando sobe
A inflação está aumentando.
↓ Quando cai
A inflação está diminuindo.
Juros e inflação Em geral, melhor quando cai

Inflação em 12 meses

Quanto os preços subiram somando os últimos 12 meses. É o número usado para comparar com a meta de inflação.

↑ Quando sobe
Os preços estão subindo mais rápido do que antes.
↓ Quando cai
Os preços estão subindo mais devagar.
Juros e inflação Depende do contexto

Selic

A taxa básica de juros da economia, definida pelo Banco Central. Serve de referência para todos os outros juros: do financiamento da casa ao rendimento da poupança e do Tesouro Direto.

↑ Quando sobe
Crédito e financiamentos ficam mais caros, a economia desacelera e a inflação tende a cair. Quem tem dinheiro aplicado em renda fixa ganha mais. A dívida pública fica mais cara.
↓ Quando cai
Crédito mais barato, mais consumo e investimento. Mas, se cair rápido demais, pode alimentar a inflação.
Juros e inflação Para entender

Copom

Comitê de Política Monetária do Banco Central. Se reúne a cada 45 dias para decidir a Selic, com o objetivo de manter a inflação na meta.

Juros e inflação Depende do contexto

Juro real

O juro descontada a inflação: quanto o dinheiro realmente rende ou custa. Se a Selic é 14% e a inflação 5%, o juro real fica em torno de 9%.

↑ Quando sobe
Bom para quem poupa, ruim para quem pega empréstimo. Segura a inflação, mas trava investimentos e encarece a dívida pública.
↓ Quando cai
Crédito mais barato e economia mais aquecida. Se fica negativo, quem poupa perde poder de compra.
Juros e inflação Para entender

Relatório Focus

Pesquisa semanal do Banco Central com mais de cem bancos e consultorias sobre o que eles esperam para inflação, juros, câmbio e crescimento.